Já faz um tempo, talvez por conta das reviravoltas que se deram na minha vida.
E, como antes, eu passei a guardar meus questionamentos e a tentar esquecê-los...
Porém, como das outras vezes, sempre volta a tona. Mesmo tentando me esconder
atrás de uma figura velha e conhecida, mais aceita por todos eu diria, nunca é o bastante
pra mim.
Meses se passaram sem que eu tornasse a tocar nesse assunto, mas o desgaste de me contemplar
no dia-a-dia vivendo como alguém que não sou sempre me trás de volta a esse ponto.
O ponto onde eu retorno a questionar quem realmente sou.
Nos últimos anos, nos últimos três anos, creio eu, acabei por criar uma outra personalidade.
Acho que é algo comum de quem vive um processo profundo e irreversível de transformação,
mas o fato é que tenho vivido uma dualidade de vidas. Certo que uma delas tem se sobressaído,
natural já que tenho vivido problemas e questões que, para que sejam melhor resolvidas, precisam
do máximo de facilidades que eu posso ter.
Mas a infelicidade é constante e cada vez mais gritante para mim.
Minha visão sobre essa questão toda mudou, radicalmente, nesse tempo em que estive calada.
Já não vejo mais tanto como dúvidas, e sim como um fato pertinente.
A grande questão pra mim, agora, talvez seja o que fazer com esse fato. Como lidar? Que momento
seria o ideal para tornar a trilhar esse caminho de transformação e redescoberta?
Sinto que está próximo, na verdade. Mas ainda não consigo vislumbrar esse momento oportuno.
E enquanto minha ansiedade me consome por dentro e toda a energia que eu tinha por finalmente
saber por onde seguir se esgota, só me resta a sobriedade para talvez conseguir a paciência necessária
para ditar o ritmo adequado dessa caminha.
No mais eu me desejo sorte, sinceramente, pois qualquer experiência de vida que eu tenha, ou
qualquer aspecto de inteligência que se manifeste em mim não é o bastante para me preparar
para o que está por vir.
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